Juiz explica como seguirá o processo criminal que apura explosão da Pague Menos de Camaçari, após interrogatório de hoje (10)

Juiz Waldir Viana Ribeiro Júnior. (Foto: Dani Oliveira / Bahia No Ar)

Dos cinco réus indiciados no processo criminal que apura a explosão de uma loja da rede de farmácias Pague Menos em Camaçari, que seriam interrogados nesta terça-feira (10), pelo juiz Waldir Viana Ribeiro Júnior, apenas uma foi ouvida: Maria Rita Santos Sampaio, gerente da farmácia incendiada. O interrogatório aconteceu no Fórum Clemente Mariani, situado no município.

Em conversa com o Bahia No Ar, o juiz Waldir Viana explicou que o processo já está em fase final, e no caso da réu Maria Rita, o Ministério Público terá cinco dias para se pronunciar sobre tudo que foi produzido durante a sindicância de hoje. A defesa de Maria também terá o mesmo prazo para se manifestar. Após o término dos prazos, o caso volta para o juiz e segue para a fase de aprovação de sentença.

Com relação aos outros quatro réus que também seriam ouvidos nesta terça-feira, o juiz relatou que houve um desmembramento de processo, e com isso, será marcada uma nova data para que eles sejam interrogados. Segundo ele, “em torno de 90 a 120 dias devemos ter uma nova audiência”.

Questionado se teria uma estimativa de quando, enfim, o processo será finalizado, o juiz foi categórico, e elucidou que, “o processo do júri é escalonado [dividido em fases]. A primeira fase, que corresponde a fase sumariante, essa já está praticamente encerrada, mesmo faltando os interrogatórios dos outros quatro réus e a expedição dessa precatória para Salvador para ouvir uma única testemunha. Dito isto, como eu disse anteriormente, entre 90 a 120 dias esse processo esteja solucionado na primeira fase”, disse.

O juiz ainda acrescentou que existem outras possibilidades de andamento do processo, após o fim dessa primeira fase.

“Pode ser que ele [processo] seja pronunciado e submetido a uma segunda fase. Pode ser que ele [processo] seja impronunciado e encerre por aí. E também pode, eventualmente, decorrer uma desclassificação de homicídio doloso para homicídio culposo, nesse caso, o processo seria remetido para julgamento para uma outra vara, que não é a vara do júri”, completou.

Além de Maria Rita, os indiciados no processo criminal são: Josué Ubiranilson Alves, diretor da empresa Pague Menos; Augusto Alves Pereira, gerente regional da Pague Menos; Erick Bezerra Chianca, sócio da empresa de manutenção Chianca; Rafael Fabrício Nascimento de Almeida, sócio da empresa de manutenção AR Empreendimentos; e Luciano Santos Silva, técnico em refrigeração pela AR Empreendimentos.

A tragédia aconteceu no dia 23 de novembro de 2016, no Centro da cidade, e deixou 10 mortos e nove feridos.

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